BEM-VINDOS

Olá a todos!!!
Participem comigo nesta aventura, acompanhando o trabalho desenvolvido por uma equipa internacional de cientistas, a bordo do R/V Marion Dufresne, durante o cruzeiro oceanográfico MD168 - AMOCINT (IMAGES XVII) que decorrerá, no Atlântico Norte, entre 15 de Junho e 10 de Julho de 2008.

Estou a contar com os vossos comentários e questões!

Obrigado a todos pelo vosso apoio e colaboração...

Hélder Pereira
"Teachers at Sea"
Educational Program
Escola Secundária de Loulé
PORTUGAL

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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Day 18 (2 Jul)


Location: 64º32'N - 05º56'W
Weather: sunny
Wind: 14 knots

Dear Teacher Colleagues,

Today, as we prepared to cross over the Arctic Circle, we are nearing the end of a long transit period between the Charlie Gibbs fault and the Vöring Plateau. This provides us with more time to learn more about the specific scientific projects that are being conducted in concert with the goals of this mission. Both the chief scientists and the graduate students have provided us with very interesting lectures.

A complete rainbow during transit between the Charlie Gibbs fault and the Vöring Plateau

A chief scientist or a PhD student presented first; and then a masters student. These lectures help us to more clearly understand the goal of the AMOCINT Project. The masters students presentations include research covering other areas of oceanographic, biological and geological research. These presentations are also a good opportunity for the students to practice presenting their research.

First, co-chief scientist Kikki (Helga) Kleiven presented information about the overall goals of the AMOCINT project (which focus on reconstructing past deep ocean circulation patterns during interglacial periods to better understand how patterns may change in the future), general information about oceanography, ocean sediments, circulation patterns, and rapid climate change.

Two days ago, chief scientist Catherine Kissel explained the importance of the past vectorial variation of magnetic field as stratigraphic tool. The paleomagnetism record can be used to determine leads and lags in the climate record, and accurately correlate climate records from sediments and ice cores. The Earth's magnetic field generated in the core can be measured on the surface. The magnetic field is global and independent of climate, and can be measured in different materials. The study of paleomagnetism in lava flows leads to the reconstruction of past magnetism, and the magnetism of sediments gives information about their sources and environmental changes.

A PhD students Charline Marzin, along with two other PhD students, Stefano Bonelli and Laure Resplandy, also presented a series of two talks about ocean and climate modeling, as well as the recent IPCC report. We will discuss these topics further in the next email.



We crossed the polar circle last night!!!

Thank you for your continued interest!

Sincerely,
Helder-Gertrud-Jean-Catalina-Angela-Carlo

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Dia 16 (30Jun)

Coordenadas: 63˚12’ N 10˚29’ W

Olá a todos!!!

Hoje o mar esteve muito agitado. Creio mesmo que foi o dia em que o navio mais balançou desde o início do cruzeiro. As temperaturas voltaram a diminuir para valores abaixo dos 10 ˚C.


Vagas no alto-mar a caminho do Círculo Polar Ártico

A manhã foi dedicada essencialmente ao descanso (deu para dormir até um pouco mais tarde do que o costume) e ao exercício físico. Voltámos a jogar badmington e também ténis de mesa. Acreditem que com o navio a balançar é bem complicado praticar desporto.


Jogando badmington a bordo do Marion Dufresne

A seguir ao almoço voltámos a assistir a uma palestra sobre modelação climática. Deu-se ainda início aos preparativos da cerimónia de passagem do Círculo Polar Árctico.

Após o jantar, para quebrar a rotina, houve uma sessão de cinema na sala de conferências em que temos assistido às palestras.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Dia 13 (27Jun)

Coordenadas: 52˚70’ N 35˚94’ W

Olá a todos!!!

Esta madrugada, ao acordar, fui surpreendido com a notícia de que tínhamos regressado à primeira estação da região da fractura Charlie-Gibbs e que estavam a puxar para o convés o equipamento Calypso. À segunda tentativa conseguimos recolher o testemuho de sedimentos mais comprido, obtido até ao momento nesta campanha, com cerca de 53 metros. Tivemos muito que fazer ao longo do dia…

O mar e o vento estiveram mais calmos, mas as temperaturas continuaram baixas (com máximas entre 8 e 10 ˚C) ao contrário das temperaturas elevadas que se têm registado no nosso país.

Após a equipa que lida com os equipamentos de carotagem ter colocado o tubo de aço do sistema Calypso no convés e retirado o tubo de plástico do seu interior o seu trabalho terminou. A partir dali entrámos nós em acção. Entre as quatro e as oito da manhã tivemos que cortar o tubo de plástico, que contém os sedimentos, em secções e transportar cada uma delas até ao local onde as amostras são tratadas. Hoje foi seguramente o dia em que tivemos mais trabalho. Quando o nosso turno regressou ao convés às quatro da tarde ainda havia tubos para limpar e identificar. Para além disso ainda tivemos que cortá-los em duas metades (uma para arquivo e a outra para analisar e estudar), catalogá-las e empacotá-las.


Abertura de um testemunho de sedimentos Calypso

Os sedimentos da metade que é analisada a bordo foram descritos usando-se um formulário que permite recolher informações relativas à estratigrafia, espessura das camadas, litologia e estruturas sedimentares, textura (alguns dos cientistas chegam mesmo a provar os sedimentos de forma a descrevê-la), conteúdo fossilífero e perturbações resultantes do manuseamento das amostras.


Descrição de um testemunho de sedimentos

Para além desta descrição qualitativa os testemunhos de sedimentos foram analisados no Multi Sensor Track (MST) a que já fiz referência. O MST é um conjunto de instrumentos, localizado num contentor, que permite medir algumas propriedades físicas dos sedimentos recolhidos. Estas propriedades são a velocidade de propagação das ondas P, o diâmetro e temperatura do testemunho de sedimentos, a atenuação de radiação Gama e a susceptibilidade magnética. Os sedimentos foram ainda fotografados e analisados por um espectrómetro.


Análise de sedimentos no MST

Depois de tudo isto terminámos o turno e pudemos finalmente ir jantar, descansar e dormir uma noite de sono completa, pois iniciámos um período de “trânsito” de cerca de 24 horas, rumo a Nordeste, até à zona de Gardar.

sábado, 21 de junho de 2008

Dia 6 (20Jun)

Coordenadas: 35˚43’ N 24˚ 21’ W

Olá a todos!!!

O mar esteve calmo durante todo o dia e continuámos “em trânsito” em direcção à região dos Açores. Choveu um pouco durante a manhã e fez-se sentir vento. Ainda assim, nem toda a gente se apercebeu disso, pois ontem à noite celebrámos o aniversário do George Oggian (um simpático técnico laboratorial de Bordéus) e houve uma grande e bela festa a bordo.

Ao ler os emails que recebemos de manhã fiquei super contente por saber que os Celtics, de Boston, venceram o sexto jogo da final da NBA contra os Lakers, de Los Angeles, tendo conseguido o seu 17.º título (e o respectivo anel) 22 anos depois da sua última conquista.


Palestra sobre sedimentação marinha

À tarde a equipa de professores, após ter assistido a mais uma palestra sobre sedimentação marinha e o estudo dos paleoclimas, aproveitou para avançar com a divulgação do projecto AMOCINT e do trabalho desenvolvido a bordo do R/V Marion Dufresne quer pelos cientistas, quer pelos restantes membros da tripulação.


Trabalhando na divulgação

Amanhã de manhã teremos muito trabalho, pois chegaremos ao local da primeira estação de recolha de sedimentos na zona dos Açores e serão recolhidos vários testemunhos de sedimentos.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Dia 3 (17Jun)

Coordenadas: 30˚50’ N 10˚ 16’ W

Olá a todos!!!

O dia hoje começou cedo. Às 4 da manhã já estávamos a trabalhar. A nossa tarefa consistiu na preparação e tratamento dos testemunhos de sedimentos dos furos efectuados com o sistema Calypso. Este equipamento de carotagem (cujo funcionamento vos será explicado mais tarde) é formado, na zona superior, por um peso que é unido a longo tubo metálico no qual é introduzido um outro de plástico onde ficam os sedimentos recolhidos em cada furo. Após o tubo de plástico, com várias dezenas de metros, ter sido retirado do interior do tubo metálico efectuou-se o corte do tubo de plástico em secções de 1,5 metros. Estas secções foram então cortadas em duas metades uma das quais foi descrita, sendo fotografada a cada 2 cm, e sujeita a análises preliminares num aparelho chamado MST; a outra metade foi apenas embalada de forma a ser preservada e arquivada.



O sistema Calypso

Algumas horas depois assistimos ao nascer do Sol no meio do oceano. Foi um momento belo e inspirador. A luz do Sol a incidir sobre a água com uma açor azul como eu nunca tinha visto é uma imagem que ficou bem marcada na minha memória. Simplesmente espectacular!



O nascer do sol no meio do Oceano

Já na parte da tarde o grupo de professores da Core-Education Team teve a primeira reunião de trabalho de modo a definirmos quais as actividades que poderemos desenvolver, tendo em vista a divulgação do trabalho desenvolvido a bordo.

No final da tarde teve início, após um período de pesquisa para encontra o lugar adequado foi efectuado o segundo furo Calypso na zona de Marrocos. Após a recolha do equipamento para o convés zarpámos em direcção ao mar dos Açores.

Amanhã o dia dever ser mais calmo. Logo vos conto os detalhes da viagem.

domingo, 15 de junho de 2008

Dia 1 (15Jun) – Noite

Coordenadas: 29˚11’ N 13˚ 58’ W

Olá a todos uma vez mais!!!

Na reunião com todos os participantes na missão oceanográfica ficámos a saber que, durante o cruzeiro, serão usados três tipos de equipamentos de carotagem para recolher sedimentos. O sistema Calypso (que permite obter testemunhos de sedimentos longos e circulares), o sistema Casq (que permite obter testemunhos de sedimentos curtos e quadrados) e um sistema multicorer que permite obter oitos testemunhos de sedimentos superficiais em simultâneo.

Os testemunhos de sedimentos recolhidos com os sistemas Calyspo e Casq serão divididos longitudinalmente em duas secções. Uma delas será descrita e sujeita a um conjunto de análises preliminares que serão realizadas a bordo e a outra metade será arquivada. Mais tarde farei uma descrição dos vários tipos de análises que serão efectuadas a bordo.

Amanhã faremos um exercício de segurança a bordo e uma visita detalhada às diferentes partes do navio, bem como a primeira perfuração.